O Esquadrão Classe A ...

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U

m bom filme de ação não tem que ser verossímil. É claro que não pode abusar demais da inteligência do espectador, que foi o que me fez desgostar de O PROCURADO (08) por exemplo. O fato é que achei este mais recente do diretor Joe Carnahan o filme de ação do ano e o melhor do diretor até agora (NARC (02) é bonzinho e A ULTIMA CARTADA (06) é meia-boca). O maior mérito dele foi reunir um bom elenco, Liam Neeson, Bradley Cooper, Jessica Biel, Patrick Wilson e o entrosamento dos 4 que formam o esquadrão é muito bom. O filme na verdade é uma adaptação de um seriado de TV que foi exibido anos 80. E que filme bacana, cinema pipoca da melhor qualidade, daqueles de desligar do resto do mundo e curtir as cenas de ação de primeira e a trama bem bolada. E que venha a continuação ...

O Escritor Fantasma ...

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A

finalização e o lança- mento do mais recente longa do cineasta Roman Polanski, que está completando exatamente hoje 77 anos, foi feito com o mesmo ainda em prisão domiciliar na Suiça, que durou 9 meses. E o filme é a prova de que o diretor ainda está em boa forma e nos remete aos pontos altos dele no cinema: O BEBE DE ROSEMARY (68) e CHINATOWN (74). Logo no começo, na cena do carro "esquecido" e do corpo trazido pelas ondas do mar, percebemos ali que vai se iniciar uma trama que irá nos prender a atenção até o fim. Ewan McGregor tem uma ótima atuação, como o personagem que nunca ficamos sabendo do seu nome e Pierce Brosnan encarna bem o ex-primeiro ministro britânico. Achei o final do longa um tanto previsível e também é pouco crível a atitude ingênua do protagonista em revelar seus pensamentos para todo mundo. Mas o prazer de ver um filme feito pelo Polanski, compensa estas pequenas falhas.

Toy Story 3 ...

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F

oi foda ver a continuação de um filme que, quase 15 anos atrás, me emocionou por ser uma singela obra, destinada sobretudo a crianças, mas eu que estava nos meus 12 anos, fiquei maravilhado pelo longa e claro, por toda a grandiosa filmografia da Pixar que ali se iniciava. Algo parecido que os nascidos em meados dos anos 70, poderiam sentir caso hoje vissem uma continuação de ET. É claro que essa possibilidade é remota. Mas voltando ao filminho (com aura de filmão) da Pixar. Não digo que achei o melhor da trilogia, até porque é bem difícil escolher um preferido e um detalhe que surpreende é que, tirando o 3D, não notamos uma grande evolução nos efeitos neste terceiro filme, o que é de se estranhar, já que se passaram muitos anos. Talvez isso possa ser explicado porque o mais fantástico da série não são os efeitos, é a história que diverte, emociona, ensina e sem subestimar a inteligência, tanto de adultos quanto dos pequenos. Mais uma vez, muitas palmas para a Pixar.

Quadro de Notas - Cannes 2010

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Obs: As notas atribuídas aos filmes correspondem a estimativas baseadas nos textos escritos de Cannes dos respectivos críticos brasileiros que cobriram o evento. Se algum destes quiser corrigir eventual distorção, mailme: hugoleonardo(arroba)gmail.com

Retrospectiva Cannes 2009 ...

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A

proveitando que estamos no mês de Cannes, comento aqui no blog os filmes que assisti um anos após terem sido exibidos lá. Alguns chegaram no Brasil só este ano, outros ainda não tem nem previsão de lançamento aqui. Dos 20 filmes da mostra competitiva, consegui assistir apenas 10 deles:

SEDE DE SANGUE (Chan-Wook Park) : Em tempos de vampiros castos de "Crepúsculo", é muito bacana ver um padre chupando (de adultos!) o sangue e quebrando tabus (ao menos no cinema).




BRILHO DE UMA PAIXÃO (Jane Campion) : Não consegui achar muita coisa deste drama de época da Campion. O filme é bem feito, clássico e tudo mais, mas não eu não consigo enxergar graça nos modos britânicos (de antigamente), de se falar, de se vestir, de se relacionar, enfim, o filme é por vezes tedioso e não me envolveu. Há de se registrar a performance da Abbie Cornish, que é talvez a melhor coisa aqui.




ACONTECEU EM WOODSTOCK (Ang Lee) : Não sou um apreciador dos filmes do tawainês (acho BROKEBACK uó), mas até que este é bem legal, acho que porque a abordagem que ele fez não era a que eu estava esperado de um filme sobre Woodstock. Vemos aqui os bastidores do evento na visão de Elliot Tiber, que foi um cara importante para a realização do mesmo. Agradável surpresa pra mim.




O PROFETA (Jacques Audiard) : Desse não dá pra reclamar. Filme sem ressalvas, assim como o do Haneke. Pode não ser original, mas naquilo que propõe, cumpre muito bem.




VINCERE (Marco Bellocchio) : Outro que é bem feito e tal, mas não me pegou. Achei o filme longo, arrastado e pouco interessante.




FISH TANK (Andrea Arnold) : Filme freak da diretora inglesa. É um filme honesto, que reflete os dias de hoje na sua edição ágil e nervosa.




ANTICRISTO (Lars Von Trier) > Não gostei, apelativo, poucas ideias boas, dispensável.


A FITA BRANCA (Michael Haneke), BASTARDOS INGLÓRIOS (Tarantino) e OS ABRAÇOS PARTIDOS (Almodóvar) já foram citados aqui no blog.