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gora que já sabemos os indicados a premiação deste ano, vou manter neste post comentários dos filmes concorrentes, editando a medida em que eu os for assistindo. Não vou comentar sobre as categorias individuais, pois o que me interessa são os filmes mesmo. Sem mais:(por ordem de preferência)
> BASTARDOS INGLÓRIOS (Quentin Tarantino) >>> Meu favorito de todos aqui é esta obra-prima do Taranta.
> UP IN THE AIR (Jason Reitman) >>> O melhor filme do diretor até o momento. Bem superior ao chatinho JUNO, com uma temática adulta, um elenco afiado, um roteiro inteligente, sem ser exageradamente pretensioso e auto-importante, enfim, uma pequena obra prima. Alguns acharam a história clichê e banal, mas desde que seja com qualidade, tá valendo.
> AVATAR (James Cameron) >>> E por falar em clichê, o roteiro deste está cheio deles, mas a ousadia do Cameron supera isso e transformou o longa num marco do cinema.
> UP (Pete Docter) >>> Filminho animado com aura de filmão. O que não é novidade em termos de Pixar movies.
> PRECIOSA (Lee Daniels) >>> Este realmente foi uma surpresa pra mim, que pela sinopse parecia ser um filme batido, sobre racismo, gravidez e Aids na adolescência, mas a grande sacada do diretor foi não abusar do melodrama e não ter um final em que tudo dá certo. Aqui os personagens são reais, as atitudes deles são plausíveis, não tem aquela coisa de superação das dificuldades, da pessoa que ajuda o "problemático" da história e se torna um herói, enfim, é um drama simples, mas completamente honesto. Méritos também do elenco, acima da média, incluindo ai também a Carey, que aparece pouco, mas convence. Isso sim é um pequeno grande filme, e com todo o merecido hype que teve no circuito alternativo e não aquela bobagem de JUNO.
> UM HOMEM SÉRIO (Coen's) >>> Não era exatamente o filme que estava esperando dos irmãos. Esse é mais contido, mais intimista (mostra muito da cultura judaica), não achei tão bacana quanto o anterior deles, apesar de ter o mesmo humor negro de costume. Não sei, acho que faltou algo aqui, talvez me incomodou o final abrupto, mas o resultado é positivo.
> DISTRITO 9 (Neill Blomkamp) >>> É um filme que gostei no geral, mas não acho que seja merecido estar entre os 10. O hype encima dele acabou contando bastante na indicação.
> AN EDUCATION (Lone Scherfig) >>> Longa produzido na Inglaterra da diretora dinamarquesa que tem em seu currículo ITALIANO PARA PRINCIPIANTES (00). É um drama de época um tanto morno, mas que no geral me agradou. Só que não merecia estar na lista dos 10 mais.
> GUERRA AO TERROR (Kathryn Bigelow) >>> É um bom filme, mas não vejo muito mais além disso. Coisa de americano, esse oba-oba em torno dele.
> THE BLIND SIDE >>> Esse é único dos 10 que eu não vi e não faço questão nenhuma de assistir. Por duas razões, não me parece ser bom e não gosto nem um pouco da Bullock, espero que ela não ganhe o prêmio, a Gabourey Sidibe é que merece.

> O MENSAGEIRO (Oren Moverman) >>> Filme concorre a roteiro original e ator coadjuvante com o Harrelson. Não é um grande filme, mas é satisfatório, traz algumas idéias interessantes e para um filme de guerra indireta é até original. Além do Harrelson que não está tão afetado aqui, tem o Ben Foster que está muito bem e a Samantha Norton, que está melhor ainda.
Os ignorados pela Academia
> THE ROAD (John Hillcoat) >>> Eu gostei muito do filme e não li o livro. O clima apocalíptico é foda. A atuação do Viggo é muito foda e o menino é bom também. Os flashbacks não me incomodaram, pelo contrário, são essenciais para quem não conhece nada da história, pois fica muito sufocante ver pai e filho vagando, sem saber que desastre ocorreu e o que aconteceu com a mãe do menino, pelo menos este último ficamos sabendo e ficou meio estranho ela ter feito o que fez, mas enfim, superou minhas expectativas. O filme não concorre a nenhuma categoria, ao menos o Viggo merecia a indicação.
> UM OLHAR DO PARAÍSO (Peter Jackson) >>> Não dá pra entender como PJ gastou 65 paus e mais de 2 anos pra fazer um filme tão pobre, canhestro, visual cafona mesmo, todo sem personalidade. As atuações estão bem ruins, quase que só as atrizes juvenis que salvam, o Wahlberg é sem expressão, a Weisz não faz feio, mas também não tem um papel importante, a Sarandon é caricata e o Stanley Tucci encarna bem o psicopata, mas é um tipo de personagem batido no cinema e não deve ameaçar o Oscar a que merece o Christoph Waltz. E o final do filme é de uma sem vergonhice tamanha. Em tempo: o filme foi indicado só a Ator Coadjuvante, mas pra quem já tem um Oscar no bolso (PJ), é muito pouco.















