C

omo estou meio sem tempo nestes dias, comento agora em um só post, filmes que tenho visto ultimamente, alguns ainda do Oscar desse ano e outros mais recentes:

> ZIFT (2008), de Javor Gardev: Filme que foi representante da Bulgária para concorrer a categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar. É um longa bem interessante, conta a história de um preso que tem liberdade condicional e se envolve com assuntos pendentes do passado. Também é o primeiro filme deste diretor bastante promissor e o melhor do país que eu já vi, pra falar a verdade nem lembro de ter visto outros. Outra coisa é que o filme me lembrou o ótimo NA MIRA DO CHEFE, pelas situações inusitadas e pela agilidade das cenas, que deixam o espectador em constante atenção ao que acontece na tela e o final é bastante satisfatório. Recomendo para todos, só não sei se vai ser lançado comercialmente por essas bandas, mas é encontrado em outras fontes.

> O GRUPO DER BAADER (Der Baader Meinhof Komplex, 2008), de Uli Edel: Outro indicado de seu país para o Oscar, da Alemanha, só que este chegou aos 5 finalistas e embora não tenha ganhado é um filme muito bom. O diretor, de filmes que não vi nenhum, CHRISTIANE F. (81), NOITES VIOLENTAS NO BROOKLYN (89), CORPO EM EVIDÊNCIA (93) e O PEQUENO VAMPIRO (00), faz um trabalho competente e trata de um tema difícil de ser abordado.

> O LUTADOR (The Wrestler, 2008), de Darren Aronofsky: Depois do fiasco de FONTE DE VIDA, Aronofsky volta com um filme que me agradou muito. Rourke entrega uma ótima atuação, de um lutador decadente que busca sobreviver nos ringues, mas encontra alguns empecilhos. A Tomei também está muito boa.

> THE BURNING PLAIN (2008), de Guilhermo Arriaga: Filme até interessante do mexicano Arriaga. Traz a Charlize Theron em boa forma e em cenas ousadas, que agradarão o público masculino.

> RED CLIFF II (2009), de John Woo: Ainda não vi a primeira parte deste épico do Woo, mas com certeza verei, pois gostei bastante. É muito bem feito, figurino, cenários e as cenas de ação, nem se fala. Melhor filme do homem, desde sua fase hollywoodiana.

> AMANTES (Two Lovers, 2008), de James Gray: Não achei este filmão que muitos disseram, apontado até como o melhor de 2008 por alguns, mas é bom, sem dúvida. O que talvez tenha me incomodado é o ritmo demasiado lento do longa e o roteiro um pouco simplório. A atuação do Phoenix é exemplar, como em OS DONOS DA NOITE (pena que talvez não o vejamos mais nos filmes do Gray) e ainda temos uma Paltrow melhor do que de costume. Enfim, belo filme mas não uma obra prima, IMO.

> GUERRA AO TERROR (The Hurt Locker, 2008), de Kathryn Bigelow: Um ótimo filme de guerra da Bigelow, que também fez alguns meia-bocas K19 (02), O PESO DA AGUA (00), CAÇADORES DE EMOÇÃO (91). Acompanha de perto a vida de um esquadrão anti-bombas no Iraque, que trabalham sempre no limite. Boas atuações e um roteiro bem construído.

> THE SPIRIT (2008), de Frank Miller: Gostei, ao contrário da maioria. Na linha de SIN CITY, do qual curto bastante. Dessa vez Miller não teve ajuda do Rodriguez, o que talvez tenha prejudicado um pouco o andamento da trama, que aqui parece ter ficado com um ritmo um tanto acelerado, mas no geral, achei um filme bacana.

> X-MEN ORIGENS-WOLVERINE (2009), de Gavin Hood: Singer ainda faz falta na série, mas Hood não faz feio. É uma adaptação correta, sem maiores brilhos e sem grandes destaques, mas que entretem.

> UM ATO DE LIBERDADE (Defiance, 2008), de Edward Zwick: Gostei deste novo do Zwick, é bem realizado e sem excessos. Boa atuação do 007.

> FAÇA O QUE EU DIGO, NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO (Role Models, 2008), de David Wain: Filme acabou chegando direto em DVD por aqui. Achei bacaninha, original até, mas nada de tão espetacular.

.

11/05/09

Cannes 2009 ...

UP TO DATE:




O

mais importante festival de cinema do mundo começa na quarta-feira agora e como não faço parte do grupo de felizardos que estarão lá, comento alguns dos filmes selecionados que me interessam e que farão parte da minha lista de filmes a assistir daqui alguns meses, quando finalmente os filmes chegarem em circuito (muitos só no ano que vem talvez), ou como queiram, na rede (em um prazo bem menor).



Na mostra competitiva, destaco os que me chamaram a atenção de cara: ANTICHRIST, do Von Trier, (que sempre me interessa, apesar de ter abandonado O GRANDE CHEFE no inicio), assim como Haneke e seu THE WHITE RIBBON. Ainda no time do cinema de impacto temos Gaspar Noé com ENTER THE VOID. As mulheres ficaram representadas por FISH TANK, de Andrea Arnold; MAP OF THE SOUNDS OF TOKYO, de Isabel Coixet e BRIGHT STAR de Jane Campion. Os orientais estarão presentes com THIRST, do Chan-Wook Park (que espero que seja melhor que seu ultimo I'M A CYBORG), SPRING FEVER, de Lou Ye, VENGEANCE do badalado Johnnie To (do qual ainda não vi nenhum filme) e FACE do Ming-liang. Por último, mas não menos importante, Taranta e seu INGLOURIOUS BASTERDS e Almodóvar com LOS ABRAZOS ROTOS. Já TAKING WOODSTOCK, de Ang Lee, devo acabar assistindo, mas não é um diretor que tenho expectativas boas.

Fora de competição, destaco DRAG ME TO HELL, de Sam Raimi (será que o homem voltou a boa forma?), AGORA, do Amenábar, THE IMAGINARIUM OF DOCTOR PARNASSUS do Gilliam (que não tô botando muita fê) e UP novo da Pixar. Nas sessões especiais ainda temos o doc THE TORN IN THE HEART, do Michel Gondry.

De resto, um monte de filmes de diretores não tão famosos e nem conhecidos por mim.

Aproveitando, deixo os links dos sites brazucas que estão cobrindo o festival:

- UOL

- TERRA

- CINEWEB

- Blog do Heitor

- Blog do Merten

- KMF

- Valente

- Filmes Polvo

.


E

ste é o quinto filme dirigido por Rod Lurie e o primeiro que vejo. E o cara manda muito bem, pelo menos aqui, pois o filme é sensacional. É um thriller muito bem feito, com uma atuação irretocável da Kate Beckinsale, além do Matt Dillon que não está mal. Fiquei sabendo que o filme foi inspirado em um história verídica, mas ele tem algo a mais do que o fato ocorrido. Enfim, acho que este longa, além de agradar os cinéfilos, deve ter simpatia dos jornalistas, pois trata a profissão com dignidade. E o final do filme me surpreendeu.

Filme estreou em dezembro de 2008 nos states e está previsto para estrear aqui em 19 de junho.

Sinopse: Uma jornalista (Beckinsale) publica informações secretas vindas de um agente da CIA e acaba sendo presa. Mesmo encarcerada, ainda assim ela se recusa a revelar sua fonte para não trair a ética profissional. De início ela tem total apoio do marido (Schwimmer), mas diante da demora na resolução do caso ele passa a questionar a decisão da esposa por ter comprometido as relações familiares. (e-pipoca)

Cotação:
.

29/03/09

3 em 1 ...



M

uitas estréias neste fim de semana nos cinemas. Abaixo comento 3 filmes: Começando pelo que achei o melhor, CHE - O ARGENTINO. É a primeira parte do épico sobre Che feito pelo Steven Soderbergh. Um retrato do guerrilheiro sem excessos, sem destacar o mito e sim o personagem histórico. Muito bem realizado, em todos os aspectos e com Benicio Del Toro em uma grande atuação. A segunda parte, parece ter um clima mais pesado. Veremos.

Cotação:

Em SIMPLISMENTE FELIZ, Mike Leigh faz um filme mais leve do que de costume, uma comédia, mas com um pé no drama. Achei um bom filme, embora a personagem da Sally Hawkins tenha me tirado a paciência. O que na verdade é mérito da atriz, pois é uma personagem dificil de fazer. As melhores cenas do filme pra mim foram a da mulher feliz com o instrutor de direção, que de feliz não tem nada. No fim, fica a questão de que felicidade o tempo todo não é algo a se desejar.

Cotação:

Por último vem HOW TO LOSE FRIENDS AND ALIENATE PEOPLE (titulo nacional é péssimo), dirigido por Robert Weide, uma comédia que achei mediana, cheia de clichês e exageros. No começo fiquei com alguma expectativa, temos o Simon Pegg, que é um cara engraçado por si só, mas a medida que vai passando, vai ficando meio chato e desinteressante.

Cotação:
.

J

á faz algum tempo que assisti este novo filme do Kevin Smith e aproveitando que entrou nos cinemas do país, deixo meus comentários sobre o longa. Começando pelo título nacional, PAGANDO BEM, QUE MAL TEM?, que é horroroso, para variar. Mas que talvez faça jus ao filme, que não achei grandes coisas. No começo, tive a impressão de que o filme iria ser bacana, com o lance de parodiar outros filmes, como em REBOBINE, POR FAVOR, mas daí a coisa descamba para o lance da comédia romântica, com a história nada original do casal de amigos que descobrem que devem ser mais do que amigos e isso não me agradou nem um pouco. Acho que Smith tentou ir na onda do Judd Apatow, até alugou o ator preferido do outro, mas ele não teve habilidade para fazer um bom filme. O que salvou mesmo, foram as atuações e algumas (poucas) piadas engraçadas.

Melhor mesmo é ficar com GRAN TORINO, filmaço do Clint que também entrou em cartaz.

Cotação:
.


S

enhoras e senhores, este blog, que anda meio abandonado ultimamente não vive só de cinema. Comento agora o álbum mais recente do genial paraibano Zé Ramalho, que foi lançado em dezembro do ano passado. TÁ TUDO MUDANDO é uma compilação de 12 canções, feitas a partir das músicas do Bob Dylan (exceto uma, que é interpretada na forma original). Na verdade, é um trabalho já esperado que o cantor fizesse, pois suas músicas fizeram ele receber o apelido de Dylan do sertão. O disco tem vária pérolas, “Things Have Changed” , que virou “Tá Tudo Mudando”, é uma delas. A combinação de guitarras com sanfona e viola ficou de primeira. Outro destaque é a versão de uma música menos conhecida do Dylan, “Man Give Name To All Animals”, que virou “O Homem deu nome a todos os animais”. Mas a melhor do CD, é “Mr. do Pandeiro”, versão bem criativa de “Mr. Tambourine Man”. Foi divulgado que o Dylan não só autorizou o trabalho do Zé, como também gostou.

Os que curtem o trabalho do Zé, certamente gostarão deste disco, já o fans xiitas de Dylan, com certeza irão achar de mau gosto. Mas eu gostei.

Cotação:
.


E

stava com boas expectativas em relação a este filme dirigido pelo experiente Jonathan Demme, mas acabei me decepcionando, pois achei o longa bem morno no fim da contas. O negócio começou mal, com a camera tremida, daí a história vai desenvolvendo de forma legal, até que começa a mostrar situações incomodas e exageradas, o que acaba por tirar o interesse que havia até o momento. Quase todas as partes do casamento em si são muito chatas, com aqueles discursos todos e a sequência da disputa na lavadora de louças é de lascar. Acho que faltou foco na condução do longa, num filme que se chama o casamento de Rachel, em que a protagonista não é Rachel e sim a irmã dela, Kym, só que Kym também acaba tendo sua atenção dividida com o casamento e nos momentos que em que centra nela, o diretor ou pesa a mão ou acaba por não aprofundar no momento.

Cotação:


O

sugestivo título acima é o nome do documentário de Morgan Spurlock, dessa vez sem dietas. O filme que teve sua estréia em Sundance do ano passado, segue a cartilha do documentário-político-humorístico do criador do estilo, Michael Moore. Eu faço questão de assistir e até curto os filmes do Moore e agora do Spurlock, pois adoro o humor ácido destes caras e procuro não analisar tanto a posição ideológica que eles defendem em seus docs. Mas voltanto ao filme do Osama, na verdade a caçada pelo terrorista é só um pano de fundo para mostrar as opiniões de árabes, israelenses, egípcios sobre o anti-americanismo, sobre suas vidas, sobre o mundo. Tem entrevistas bem interessantes e divertidas e ainda conta com uma edição ágil e trechos de animação que incrementam ainda mais. Recomendo para todos que gostam de informação, recheada com humor inteligente.

Cotação:

30/01/09

JCVD ...


E

ssa abreviação do nome do ator/personagem, é o título do filme dirigido pelo francês Mabrouk El Mechri, que tem o Van Damme fazendo o papel dele mesmo, sem ser exatamente uma biografia. Eu curti, foi uma grande sacada mostrar o ator em situações diferentes a que ele costuma aparecer em seus filmes, como disputar a guarda de sua filha no tribunal, ser refém de um assalto a banco e não saber o que fazer, ficar sem dinheiro e ter de disputar papeis de filmes com o Steven Seagal. E por incrível que pareça o cara atua bem, o monólogo ficou deslocado do restante do filme, mas é das partes mais interessantes. E não é a toa que ele disse que é sua melhor atuação até hoje, o que convenhamos que também não um grande feito, para quem tem uma carreira repleta de filmes-pancadaria-desacerebrados. Recomendo para os que não assistem filmes do Van Damme desde muito tempo, agora os que gostam das lutas, provavelmente não gostarão deste.

Sinopse: Segundo Jean-Claude Van Damme, o filme conta a história de um homem que é preso várias vezes nos EUA. Alcoólatra, a sua vida vai do sucesso ao fracasso. O homem decide deixar os EUA e volta para Bruxelas para visitar os pais. Sem dinheiro, começa a procurar um papel em filmes de ação para poder pagar os seus advogados que o ajudam a obter a custódia dos filhos. Mais tarde, ele aparece em um posto de correio onde está acontecendo um assalto e, as pessoas pensam que ele faz parte do assalto. (Interfilmes.com)

Cotação:


A

proveitando a indicação do Herzog no Oscar, assisti e recomendo este documentário do alemão sobre a Antárdida, que não mostra só o continente de gelo e suas belas paisagens, aqui o destaque está nos habitantes do local, de como foram parar lá, suas histórias e seus anseios. Também há pinguins, numa das sequências mais poéticas do filme, mas logo no inicio, Herzog conta que quando anunciou o doc, teve de deixar claro aos produtores que não era mais um filme sobre pinquins. Outro momento que me agradou bastante, foi o mergulho no mar abaixo do gelo, em que foram registradas imagens bem interessantes. É um filme todo interessante, pra resumir.